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sexta-feira, 16 de julho de 2010

♥ Vai doer muito?

É verdade que as contracções provocam dor. A dilatação do canal cervical por forma a deixar passar a cabeça de um bebé dói. Mas o nosso corpo também nos ajuda a suportar e superar essa dor que, de resto, estamos preparadas para sentir. As endorfinas produzidas pelo organismo juntamente com todas as outras hormonas presentes no trabalho de parto são verdadeiros analgésicos naturais.

A importância do bem-estar da mãe
Quanto mais descontraída estiver a grávida, menor será a dor. Se houver tensão na musculatura pélvica haverá duas forças contraditórias em acção e existirá como um bloqueio à acção das contracções que se tornam assim mais dolorosas. Se a grávida estiver confiante e concentrada em si mesma e no trabalho que o seu corpo está a fazer, estará mais descontraída. Será assim mais provável que consiga suportar as dores de forma controlada, até porque serão menos intensas.

Visualizações, hipnoterapia, respiração controlada são tudo formas de abstracção que ajudam a suportar melhor a dor. Também as massagens e a água quente têm um efeito de atenuar a dor, precisamente porque contribuem para o relaxamento da grávida. Pelo contrário, o medo, a falta de confiança em si mesma e nas pessoas que a rodeiam, a ansiedade e a tensão têm o efeito contrário: aumentam a dor e podem afectar a progressão do trabalho de parto. A companhia constante de alguém da confiança da mãe, está provado, é mais eficaz no alívio da dor do que muitos analgésicos químicos. Por isso, há querm defenda que a presença de uma doula no trabalho de parto é um «analgésico natural». Ela dá conforto e confiança à mãe e contribui para a sua descontracção.

Também a liberdade de movimentos proporcionam um alívio da dor, pois a grávida pode colocar-se em posições mais confortáveis. Além disso, o movimento promove a dilatação e a descida do bebé.

A occitocina artificial
A administração de occitocina artificial por via intravenosa é comum nos partos hospitalares - não só na indução, mas também como forma de acelerar trabalhos de parto que se iniciaram espontaneamente. Esta prática acentua as dores, uma vez que torna as contracções mais intensas de uma forma alheia ao equilíbrio hormonal natural. A occitocina artificial não passa pelo hipotálamo e portanto este não dá "ordem" para produção de endorfinas (analgésicos naturais) em quantidade suficiente para ajudar o corpo a responder àquela dor.

Muitas vezes, acelerar o parto não tem qualquer vantagem. O facto de ser menos demorado nem sempre quer dizer que implica menos dor, sobretudo quando se trata de uma "aceleração" artificial. Dar tempo à natureza para fazer o seu trabalho tem, quase sempre, mais vantagens do que interferir no processo só porque se quer abreviá-lo.



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