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sexta-feira, 16 de julho de 2010

♥ Olha quem anda!

Mais do que as velas do primeiro bolo de aniversário, são os primeiros passos que marcam a entrada dos bebés numa nova etapa do seu desenvolvimento. Os doze meses são apontados nos manuais de desenvolvimento infantil como a altura aproximada em que a maior parte das crianças consegue conquistar definitivamente o equilíbrio e a confiança que lhes permitem soltar-se de todas as «muletas» e passar a caminhar pelo mundo em posição vertical.
Importante é saber que atingir esse grande marco liberta a criança para outras conquistas, outros desafios, novos passos. Na cultura anglo-saxónica existe mesmo uma palavra para designar a criança que está nesta nova fase. Chamam-lhes toddlers, e não mais babies. Até os brasileiros já adoptaram a expressão, que se refere a todo o período que vai da aquisição da marcha até aos dois anos.

E porquê este marco?

Precisamente porque até a aquisição da marcha, o desenvolvimento do bebé está centrado na descoberta do seu corpo e na passagem de uma posição fechada sobre si mesmo para uma progressiva abertura dos membros em relação ao tronco, dos dedos em relação às mãos, de uma posição horizontal e de uma incapacidade de se virar para o outro lado, para uma posição vertical em que consegue equilibrar-se e, por fim, andar sozinho. A partir daí, o bebé vai centrar as suas descobertas no mundo que o rodeia, nas relações com os outros, na linguagem e, claro, na afirmação da sua autonomia.

O que eu andei para aqui chegar


Nos primeiros 12 meses são muitas as etapas que um bebé tem de cumprir para chegar ao ponto de conseguir andar sozinho. A data em que o fazem não tem muita importância. Há limites mínimos e máximos que podem alertar os pediatras para possíveis problemas no caso de serem ultrapassados, mas são apenas indicadores. O certo é que os bebés cumprem uma sequência de aquisições que é igual para todos: primeiro aprendem a segurar a cabeça, depois a rolar, depois a sentar-se, depois a gatinhar ou rastejar (alguns saltam esta etapa), depois andam apoiados em objectos ou na mão de um adulto e, finalmente, andam sozinhos.


Neste processo vão ganhando força muscular, coordenação e equilíbrio, requisitos essenciais para quem quer pôr um pé à frente do outro. Esta é uma habilidade que requer um vasto número de competências motoras e físicas, de força, destreza e coordenação, mas também mentais e de personalidade ¿ confiança, segurança, vontade. Daí que possa variar tanto de bebé para bebé a altura em que conseguem fazê-lo.


Se para segurar bem a cabeça, por exemplo, a variação apontada pelos especialistas vai dos 2 aos 4 meses, para dar os primeiros passos o intervalo é o maior de todos: dos 11 aos 14 meses é o período em que a maior parte dos bebés dá os primeiros passos, mas há sempre os mais precoces e os mais preguiçosos, pelo que dos 9 aos 18 meses é perfeitamente possível cumprir essa etapa sem que haja motivo para preocupações.


Se o seu filho é dos que se demoram mais uns tempos na mobilidade em quatro apoios - o engenhoso gatinhar - não se deixe contaminar pela ansiedade, nem atingir pelas comparações com os vizinhos ou os primos. Goze esta fase fantástica, não force o seu filho, respeite o seu ritmo e dê tempo ao tempo. Ele terá a vida toda para andar pelo seu próprio pé. Porquê ter pressa?


Eu vou sozinho

A partir do momento em que começam a andar, os bebés sentem o gosto da liberdade e a vontade de autonomia cresce de um dia para o outro. Não se admire se o seu filho começar a recusar o colo e até a sua mão, porque agora ele quer explorar o mundo pelo seu próprio pé. Nesta fase, as quedas são o «prato do dia». É preciso muito treino para aprender a controlar variáveis tão importantes como desníveis no chão, inclinações, objectos ou mesmo mudanças de rota, sem perder o equilíbrio. Mas os progressos, depois dos primeiros passos, serão rápidos e irreversíveis.

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