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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

♥ Novo teste detecta cancro do cólon através de análise ao sangue...

Um novo teste que detecta um gene identificado em mais de 90% dos cancros do cólon passa a estar disponível em Portugal a partir desta quarta-feira. Desta forma, vai passar a ser possível detectar os tumores mais cedo e atrair mais gente para o rastreio desta doença que mata dez portugueses por dia, de acordo com dados de 2005.

Na prática, isto significa que homens e mulheres a partir dos 50 anos vão poder saber, através de uma simples análise ao sangue, se detêm alterações no gene Septina 9. Se der positivo, farão uma colonoscopia para confirmar o tumor a 100% (seja benigno ou maligno); se der negativo, repeti-lo-ão a cada dois anos para ir despistando a doença.

«O rastreio actual na pesquisa de sangue oculto em fezes tem uma taxa de detecção que é baixa (cerca de 35%), enquanto a taxa de detecção da Septina 9 anda à volta dos 70%. Tem uma taxa de detecção superior, é fácil porque é uma colheita de sangue e é sobretudo para as pessoas que não fazem qualquer tipo de rastreio», disse à TVI Purificação Tavares, directora do Centro de Genética Clínica, que disponibiliza este novo teste.

Ao apresentar uma solução não invasiva, o CGC espera motivar o rastreio do cancro do cólon e do recto, que, se for detectado numa fase precoce, pode ser curado em 90% dos casos. Em Portugal, até agora, apenas menos de 10% da população adulta faz o rastreio deste cancro que é o mais frequente nos homens e a segunda causa de morte oncológica nas mulheres.

«A cultura de rastreio é dos médicos, mas também é populacional. Nós temos de saber que, fazendo um rastreio e detectando uma alteração muito precoce, favorecemos o tratamento e a cura», explicou a directora do CGC Genetics.

O teste custa 275 euros e as negociações com vista à sua divulgação nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde vão começar agora. O coordenador nacional para as doenças oncológicas explicou à TVI que ainda é necessário avaliar «o custo-benefício» desta inovação e «compará-la» com as técnicas já existentes.

«Ainda é cedo para falarmos nas vantagens de um rastreio em massa», garantiu Manuel António da Silva. Para já, o ministério da saúde vai continuar a reger-se pelas regras da União Europeia.

E para que o rastreio do cancro do cólon - que até agora era efectuado através de toque rectal, pesquisa de sangue nas fezes, sigmoidocopia ou colonoscopia - funcione, também é necessária a aceitação dos médicos.

«Neste momento não temos dados suficientes para poder recomendar este método (...) mas é evidente que é um método muito mais simples, é muito mais fácil de convencer um candidato a fazer o rastreio do que com a colonoscopia», afirmou à TVI o oncologista do Hospital de Santa Maria António Quintela.

Os factores de risco mais comuns para este tipo de cancro são a idade superior a 50 anos, o excesso de peso e sedentarismo, o baixo consumo de vegetais e fibras, o excesso de valor energético das refeições e a presença de pólipos no intestino grosso.

Os sintomas mais frequentes são cansaço, presença de sangue nas fezes, diarreia, obstipação, sensação de que o intestino não esvazia completamente, desconforto abdominal e perda de peso inexplicada. Este novo teste tenta precisamente antecipar-se a estes sintomas. Porque quando estes se manifestam pode ser tarde demais...

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