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terça-feira, 15 de junho de 2010

♥ Proteger o bebé do sol...

Uma queimadura solar resulta da sobreexposição à radiação ultravioleta (UV) do sol. A pele do bebé é muito fina e delicada, estando por isso sujeita a queimaduras solares, mesmo que tome as melhores precauções – e podem bastar dez a quinze minutos de exposição para acontecerem. O bebé pode ficar queimado mesmo num dia enevoado ou fresco já que não é a luz visível nem o calor do sol que causam as queimaduras, mas sim a radiação UV invisível. As queimaduras solares podem ser dolorosas e, além disso, podem provocar problemas mais graves, como desidratação e febre.

Poderá não dar conta de uma queimadura solar logo que chegue a casa, dado que a vermelhidão e a dor de uma queimadura ligeira de primeiro grau demoram várias horas a aparecer. Uma queimadura solar de segundo grau, mais grave, pode manifestar-se através de pele vermelha, sensível, inchada ou com bolhas, quente ao toque. É muito improvável que um bebé apanhe uma queimadura de terceiro grau – a pior – após uma exposição ao sol.

Como tratar uma queimadura solar ligeira?

Se a queimadura solar for ligeira, embeba uma fralda de pano ou uma toalha limpa em água fresca, esprema e aplique suavemente sobre a área queimada durante dez a quinze minutos, algumas vezes por dia (certifique-se de que a criança não fica com frio). A seguir a estes tratamentos, aplique suavemente um creme hidratante à base de água. Além disso, dê muitos líquidos ao bebé – leite materno, leite de substituição ou, no caso de um bebé mais crescido, água – para evitar a desidratação.

Se se tratar de uma queimadura solar grave e a pele apresentar bolhas (sinal de queimadura de segundo grau), contacte o pediatra e solicite informações específicas. O médico poderá receitar pomadas ou cremes de aplicação tópica, um analgésico infantil sem aspirina, mas nunca faça o esvaziamento das bolhas.

Como evitar que o meu filho apanhe uma queimadura solar?

A melhor forma de proteger o bebé é expô-lo o menos possível à luz directa do sol, especialmente entre as 10h da manhã e as 4h da tarde, que é o período de maior intensidade da radiação solar. Por rotina, o bebé deve usar sempre chapéu, calças leves e uma camisola de mangas compridas quando sai à rua a meio do dia. As roupas de malha compacta protegem melhor do que os tecidos de malha larga (para ver a densidade da malha, segure o tecido contra a luz – quanto menos luz atravessar, melhor). Acrescente um par de óculos com protecção anti-UV, caso consiga que o bebé os use. Utilize chapéu de sol, cadeira de passeio com capota (não plástica) ou uma tenda para proteger o bebé quando estiver no exterior.

Até 1999, a American Academy of Pediatrics (AAP) desaconselhava a utilização de qualquer tipo de creme solar em bebés com menos de 6 meses de idade, dado que a capacidade da pele metabolizar e excretar as substâncias químicas pode ainda não estar completamente desenvolvida. Esta recomendação foi entretanto ligeiramente alterada. Actualmente preconiza-se que pode utilizar um protector solar em bebés com menos de 6 meses de idade se não houver a possibilidade de colocar roupa adequada ou não estiver disponível qualquer zona de sombra, mas deve consultar primeiro o pediatra. Isto significa que o melhor é aplicar o protector solar indicado apenas nas zonas expostas.

Para os bebés com mais de 6 meses, utilize um filtro solar à prova de água concebido especificamente para crianças. Escolha um filtro solar identificado como de “largo espectro”, o que significa que protege contra os raios ultravioletas B (UVB) e ultravioletas A (UVA). Os filtros solares com óxido de zinco e dióxido de titânio são adequados para utilização em zonas particularmente sensíveis, como o nariz e os lábios.

A AAP e a American Academy of Dermatology recomendam um factor de protecção (SPF) mínimo de 15, mas muitos especialistas recomendam SPF 30 ou superiores para os bebés e muitas fórmulas de filtros solares para bebés apresentam factores de protecção superiores. Se possível, aplique o filtro solar 30 minutos antes da exposição ao sol e renove a aplicação pelo menos de duas em duas horas, especialmente se o bebé tiver estado a brincar na água ou a transpirar (mesmo que o filtro solar seja à prova de água).

Quando experimentar um filtro solar novo, teste primeiro nas costas da criança para se certificar de que não faz qualquer reacção. Se surgir uma erupção ou uma vermelhidão no local do teste, substitua por uma fórmula hipoalergénica.


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