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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

♥ Voltar ao trabalho antes de o bebé ter um ano...

Regressar ao trabalho durante o primeiro ano de vida do bebé é o que têm de fazer a maior parte das mães trabalhadoras. Algumas não o fazem sem levar um boa dose de sentimentos de culpa e preocupação com o bem-estar do bebé. Um novo estudo realizado nos EUA vem descansa-las e afirmar que o facto de as mães trabalharem tem de ser avaliado no contexto do bem-estar de toda a família e que o bebé não sai prejudicado desde que seja encontrada uma solução de qualidade para o tempo em que a mãe está ausente.

O estudo analisou o desenvolvimento de cerca de 1000 crianças desde o nascimento até aos sete anos. É verdade que as crianças cujas mães regressam ao trabalho durante o seu primeiro ano de vida têm piores resultados em testes cognitivos, o que se mantém até à entrada na escola primária. Mas esta desvantagem é compensada por outras vantagens de ter uma mãe que trabalha, como o mais alto rendimento da família. O estudo diz ainda que as mães que trabalham têm mais sensibilidade às necessidades dos filhos do que as que ficam com eles em casa até mais tarde. Segundo os autores do estudo, os benefícios acabam por compensar os prejuízos.

Mas também é verdade, dizem, que os efeitos negativos só serão neutros se a família encontrar um serviço ou uma substituta de qualidade. E se é verdade que trabalhar a tempo inteiro, se houver um bom cuidado na ausência da mãe, não prejudica o bebé, o estudo demonstrou que o trabalho em part-time durante o primeiro ano permite um melhor desenvolvimento do bebé.

Da mesma forma, regressar demasiado cedo ao trabalho, nos primeiros três meses, pode levar a problemas de comportamento na creche e mais tarde na escola.


Este estudo é o primeiro que analisa outros factores como os rendimentos, a saúde mental da mãe, a qualidade dos cuidados ao bebé, ao avaliar o impacto do regresso da mãe ao trabalho.


O estudo foi realizado na Universidade de Columbia.



♥ Piolhos não devem afastar crianças da escola...

A Academia Americana de Pediatria (AAP) aconselhou as escolas a alterarem as suas normas em relação às crianças com piolhos. Segundo um novo relatório, não há necessidade de estas serem afastadas da escola, uma vez que a infestação por piolhos não é uma ameaça à saúde pública, nem leva à transmissão de doenças. É apenas um grande aborrecimento, segundo os autores.

Por regra, as crianças só podem regressar à escola quando não apresentarem quaisquer sinais de infestação, ou seja, não podem ter piolhos nem lêndeas.

A AAP considera esta medida demasiado rigorosa, pois pode afastar as crianças saudáveis da escola durante vários dias ou semanas. Esta situação não beneficia as crianças nem as turmas e contribui para que haja uma reacção de preocupação desproporcionada, dos pais e das crianças, a um problema que é banal e não tem quaisquer consequências graves. Além disso, quando se descobre que uma criança tem piolhos, a situação pode ter tido início há várias semanas e a criança não representa maior risco para as outras depois de ter feito o tratamento em casa do que na véspera ou dois dias antes. Mesmo que ainda existam vestígios da infestação, como lêndeas que se mantêm agarradas ao cabelo, não há razão para afastar a criança.

O novo relatório acrescenta que os pediatras deviam envolver-se mais no apoio aos pais, em caso de infestação, pois existe muita ignorância por parte destes sobre o tratamento e medidas a aplicar.

Esta actualização de guidelines da AAP sobre o assunto é a primeira desde 2002.



♥ Mães atentas, adultos tranquilos...

O carinho, atenção e disponibilidade da mãe durante a primeira infância condicionam o bem-estar emocional dos filhos não só durante a infância, mas também na idade adulta.

Perto de 500 adultos fizeram parte de um estudo que cruzou a avaliação do seu estado emocional aos 34 anos com a qualidade da interacção e do vínculo afectivo com as mães aos oito meses de vida.

Estes dados, recolhidos nos anos 60 faziam parte de um estudo a nível nacional sobre gravidez e primeira infância em que a atenção e disponibilidade das mães para com os bebés foi avaliada por psicólogos. Outros estudos anteriores, que procuraram relacionar o bem-estar, a saúde emocional e a felicidade com o grau de afecto das mães basearam-se sempre nas memórias dos adultos, o que não tem o mesmo valor científico.

A recente investigação revelou que os adultos cujas mães foram mais carinhosas e atentas aos oito meses de idade são os menos angustiados, ansiosos e hostis, os que vivem relações sociais menos complicadas e os que apresentam menos sintomas psicossomáticos. Isto independentemente do meio social em que vivem.

Entre aqueles cujas mães tiveram um nível de atenção médio e aqueles cujo nível de atenção foi considerado baixo não houve grandes diferenças. Os investigadores justificam esta equivalência com o facto de não haver casos problemáticos ou verdadeiramente disfuncionais na presente amostra.

O que sublinham é a necessidade de proporcionar às mães e às famílias melhores condições para que possam criar relações fortes e próximas com os filhos, nomeadamente através do alargamento das licenças de maternidade.

A investigação foi realizada na Duke University Medical School, em Durham, Carolina do Norte e os resultados publicados no Journal of Epidemiology and Community Health.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

♥ O melhor pequeno-almoço para o seu filho...

Todos sabemos que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia. Mas será que fazemos as melhores opções? Açúcar, gordura e sal são os «bichos papões» de que se fala quando temos que optar por este ou aquele alimento. Quando o assunto é pequeno-almoço, principalmente quando se trata de crianças, são inúmeros os mitos que catalogam alguns alimentos com um «evitar». O que poucos sabem é que as combinações pão, manteiga, queijo, fiambre, leite - são a maior parte das vezes a perdição, contribuindo com mais calorias, sal e açúcar do que se pensa.

As crianças em idade escolar que tomam o pequeno-almoço têm maior capacidade de concentração nas aulas o que se traduz em melhores resultados escolares. O pequeno-almoço é fundamental para regular o apetite ao longo do dia, diminuindo a vontade de comer alimentos ricos em gordura e açúcares e ajudando na ingestão de nutrientes importantes, como o cálcio, o ferro e a fibra.


Para uma criança em idade escolar (6-10 anos) o pequeno-almoço deve fornecer cerca de 340 kcal (20% do dia alimentar de referência). O pequeno-almoço ideal para esta idade deve incluir:

  • Leite ou derivados (iogurte) - 1 copo de leite simples (150 - 200 ml) ou 1 iogurte pouco açucarado

  • Cereais ou derivados pouco refinados ou integrais 30 g de cereais de pequeno-almoço com cereais integrais ou 40 a 50 g de pão integral ou de mistura. Quando a escolha recai no pão, torna-se necessário acrescentar manteiga, queijo, fiambre ou doce. Atenção às quantidades para não tornar esta opção demasiado calórica e desequilibrada.

  • Fruta ou sumo de fruta a gosto e variando em cada dia
  • Exemplos práticos:


  • 1 taça com cereais integrais (30 g) + 125 ml de leite meio gordo + 1 maçã

  • 1 bolinha de mistura + 1 colh. chá de manteiga + 1 copo de leite meio gordo (150 ml) + 1 copo de sumo natural (ex.: laranja)
  • Atenção!


  • Esta refeição deve ser sempre tomada em casa, antes de sair para a escola, para evitar os pequenos-almoços de cafetaria, frequentemente menos equilibrados do pontos de vista nutricional.
  • É muito importante variar ao longo da semana para garantir todos os nutrientes essenciais e também para evitar a monotonia.
  • COMPARAR PARA DECIDIR!


    Para tomar a decisão mais correcta não basta comparar alimentos isolados. Saber quantas calorias tem 100g de pão não tem interesse prático porque na realidade uma bolinha tem cerca de 50g e precisa de queijo, manteiga ou fiambre e também de uma bebida para se tornar um verdadeiro pequeno-almoço. Por isso, o mais correcto é comparar opções completas de pequeno-almoço.

    Por outro lado, é imprescindível saber quais as nossas necessidades energéticas e nutricionais ao longo do dia para que a refeição escolhida seja o mais adequada possível. Para nos ajudar nessa decisão é muito útil conhecer os Valores Diários de Referência. Estes valores representam as necessidades médias diárias de energia e de alguns nutrientes relativamente aos quais são comparados os valores da porção de alimento em causa.



    segunda-feira, 19 de julho de 2010

    ♥ Só para bebés...

    Se o seu bebé deixou de ser recém-nascido, se ele já percebeu que há nesta vida coisas interessantes e engraçadas e outras aborrecidas e chatas, se ele já gosta de sorrir e de experimentar uma boa gargalhada, então está mais do que na altura de diversificar as suas experiências. Há umas quantas coisas que deve marcar na agenda para fazerem juntos antes de ele completar um ano de vida.

    É claro que, mais tarde, o seu filho há-de repetir muitos destes programas, mas experimentá-los pela primeira vez quando ainda se é bebé de colo, é diferente de passar por eles quando já se foge do pai e a da mãe. Por isso, em defesa dos bebés, sugerimos aos pais que não se esqueçam de:

    Fazer massagens


    O contacto pele com pele, o toque das mãos da mãe e do pai, tem uma importância vital para um bebé. As massagens são uma forma de tocar que tem inúmeros benefícios, a todos os níveis, inclusive na promoção da vinculação. A Associação Internacional de Massagem Infantil propõe um programa baseado nos princípios da massagem indiana (shantala), da reflexologia e da massagem sueca. Um conjunto de movimentos que pode aprender em inúmeros centros por todo o país (para procurar técnicos credenciados pela Associação Portuguesa de Massagem Infantil e descobrir mais sobre o que as massagens podem fazer pelo seu bebé, vá a www.apmi.org.pt).


    As massagens podem tornar-se uma rotina ou um mimo para momentos especiais. A verdade é que aproximam pais e filhos e são um investimento. Não tarda o seu filho também fará massagens aos pais.

    Tomar banho com o bebé


    Juntar-se ao bebé na banheira é criar mais um espaço e um tempo privilegiado de contacto pele com pele. É claro que não é um programa para fazer com um recém-nascido, mas a partir de certa altura é um prazer para pais e filhos. Vão sentir-se mais próximos da natureza, do seu corpo e do deles, sem fechos, molas e mangas a estabelecer fronteiras e com a água como relaxante natural. Para um bebé que adora o banho, imagine o bem-estar redobrado que irá sentir por poder estar ao colo da mãe ou do pai ao mesmo tempo. Para os que não gostam tanto desse momento, pode até ser uma forma de descobrirem como é bom sentir a água na pele.

    Contar histórias, descobrir os livros


    Nunca é cedo demais para começar a contar histórias ao seu bebé. Mas a partir de certa altura pode e deve mostrar-lhe livros, contar-lhe o que se passa a cada página, deixá-lo folhear, explorar, mesmo arriscando estragar. Há livros próprios para bebés, mais resistentes e até apropriados para quem não resiste a morder um cantinho. Se os livros fizerem, desde cedo, parte do seu mundo, não tarda será o bebé a pedir esta ou aquela história. E ouvi-la da boca do pai ou da mãe é um prazer único.

    Passear num parque natural


    Ir todos os dias ao jardim do bairro é bom. Mas não deixe de dar ao seu bebé, uma vez por outra, o prazer de passear no meio da natureza em estado bruto. Fazer uma caminhada com ele no canguru (no pano ou no sling) ou no carrinho TT dependendo do percurso e da distância é dar-lhe cheiros, cores e oxigénio que não existem em mais sítio nenhum. Ouvir o silêncio ou a banda sonora dos pássaros, estando deitado numa manta a ver as copas das árvores é melhor do que ter qualquer caixinha de música ou qualquer mobile. Sobretudo quanto se está como o pai e com a mãe.

    Ir à praia
    Tão especial como a sombra de um bosque é o horizonte no mar. Os bebés têm essa noção e costumam ficar maravilhados. Pôr as mãos na areia, sentir as ondas do mar nos pés são descobertas únicas e estimulantes. Às vezes até demais. Não é aconselhável estar muito tempo na praia com um bebé e não devemos expô-lo ao sol nos primeiros meses, seja a que horas for.
    Como em tudo, é preciso bom senso. Ou seja, ir embora antes de o cansaço ser demasiado. E claro, tão importante como estar pouco tempo, é estar só ao princípio da manhã ou ao fim da tarde.

    Descobrir os animais


    Os cães e os gatos domésticos podem tornar-se verdadeiros amigos de um bebé. Mas poder ver outros animais - um cavalo, uma vaca, uma galinha - são experiências que todos os bebés adoram. Sobretudo porque já os conhecem das histórias. Nos livros, a dimensão passa um pouco ao lado, tal como o toque, o movimento, os sons. Por isso, um passeio numa quinta pedagógica, para quem não tem amigos ou família no campo, é um excelente programa para pais e bebés. Fazer uma festa ao cavalo, dar pão aos patos, ouvir a vaca mugir pode ser uma verdadeira festa.

    Sujar-se


    Esqueça os preconceitos demasiado higiénicos e deixe o bebé sujar-se à vontade. Mexer na terra, cair na relva, enterrar os pés na areia são actividades que implicam alguma sujidade, é um facto. Mas esta é uma sujidade saudável: o bebé não vai ficar doente, (pelo contrário, pode ficar mais resistente) e vai seguramente ficar feliz por poder explorar o mundo. Depois da aventura, não há nada que um bom banho não resolva.

    Comer com as mãos


    É normal que o bebé queira experimentar a textura dos alimentos, para além do seu sabor. No último trimestre do primeiro ano de vida, é saudável deixá-lo comer certas coisas com as suas próprias mãos. É uma forma de estimular a coordenação, o prazer de comer e a mastigação, muito importante nesta fase. Pão, bolachas, fruta cortada aos pedaços, massinhas e bocadinhos de queijo são bons alimentos para o bebé comer sem ajuda.


    Não se preocupe demasiado com a sujidade. Nesta fase, é normal que alguma comida caia em locais bastante distantes do estômago do seu filho. Incentive-o também a comer com a colher. Quanto mais cedo começar a treinar, melhor.

    Cantar e dançar


    Nunca é cedo demais para começar a iniciar o seu bebé nos prazeres da música. Além de o deixar ouvir discos os preferidos dos pais e outros que considere serem do agrado dele - cante-lhe enquanto lhe muda a fralda, dance com ele, rebolem no chão. Lengalengas são também estimulantes do ponto de vista do ritmo e da linguagem. Mesmo que ache que canta mal, para o seu bebé será sempre melhor ouvir a voz do pai e da mãe do que a do melhor intérprete. Use e abuse da música, das cantigas da sua infância, das palmas, do movimento.

    Ir à piscina


    São imensas as vantagens de um programa de adaptação ao meio aquático. Se puder inscrever-se com o seu bebé numa piscina preparada para o efeito a água deve ter um tratamento especial, estar a uma temperatura adequada, ter um instrutor com formação específica ele irá adorar. A ideia não é ensiná-lo a nadar nem fazer dele uma atracção para a família porque aprendeu inúmeras habilidades. A ideia é ter um tempo e um espaço em que pais e bebé estão verdadeiramente juntos, num ambiente estimulante, promovendo o seu desenvolvimento motor, competências sociais, inteligência e, claro, oferecendo-lhe muita diversão.




    quinta-feira, 8 de julho de 2010

    ♥ Acidentes com cadeiras de automóvel... em casa

    As cadeiras do carro devem permanecer no carro. O conselho surge depois de terem sido conhecidos os resultados de um estudo que procurou avaliar a segurança do uso para outros fins de cadeiras concebidas para transporte de crianças no automóvel.

    Nos EUA todos os anos são atendidas nos serviços de urgência nove mil crianças vítimas de acidentes ocorridos durante a utilização da cadeirinha do automóvel fora deste. Os bebés caem da cadeira grupo 0 (normalmente aquela a que em Portugal também chamamos ovo) porque não tinham o cinto apertado ou caem com a cadeira de cima de uma superfície alta, onde estava poisada, para o chão. Muitas vezes, o acidente acontece porque os pais consideram que a criança não se mexe o suficiente para fazer balançar a cadeira ou para conseguir sair.

    Cerca de metade dos acidentes acontece em casa e na maior parte das vezes as consequências são lesões na cabeça ou no pescoço.

    Os investigadores consideram por isso importante que os pais passem a usar a cadeira apenas no carro pois foi esse o propósito para o qual foi concebida. O estudo foi publicado no jornal científico Pediatrics.


    terça-feira, 6 de julho de 2010

    ♥ As Primeiras Papas...

    As primeiras papas, as primeiras sopas, a fruta... Um mundo de novos sabores e texturas e um objecto novo a entrar em jogo na hora de comer. A colher pode ser tão estranha como a própria comida para um bebé que toda a vida mamou. Para alguns, estes são desafios fáceis e saborosos. Para outros, cada nova refeição é uma guerra. De boca irredutivelmente fechada ou a cuspirem tudo o que entra, fazem perder a paciência a mães e pais que desesperam por poder ver o fundo do prato. Se é esse o seu caso, deixamos-lhe alguns conselhos:


    Não abre a boca!


    Espere que o bebé tenha fome. Faça um intervalo um pouco maior do que é habitual. Por vezes, é o sufciente para o bebé aceitar melhor a sopa ou a papa.

    Se está a amamentar, peça a outra pessoa para dar a sopa ao bebé. Facilita não ter a mãe - a dona da maminha - ali ao pé, quando apetece mais o leite já conhecido do que o esforço de aceitar a novidadede do sabor e da colher.
    Há bebés que se distraem com a televisão ou com irmãos a brincar ali por perto e por isso não abrem a boca para comer. No fundo, há coisas que estão a interessá-los mais. Nesse caso, procure que a refeição aconteça num local calmo, sem motivo de distracções.
    Converse com ele sobre a sopa ou a papa, como está boa, como ele está crescido e a comer bem, cante-lhe uma canção, mas não caia na tentação de contratar a banda ou o circo para distrair o seu bebé enquanto come. É preciso que a refeição seja apreciada como tal e não distraí-lo para que coma sem dar por nada.

    Demora muito a comer


    Há pais que se queixam de que o bebé demora muito a comer. Mas se acaba por comer é o mais importante. Os bebés não têm o nosso ritmo e nem todos são sôfregos e «esfomeados». Comer devagar é melhor para a saúde, portanto não apresse demasiado a refeição. Deixe-o comer ao seu ritmo e fazer um pequeno intervalo se for caso disso. Essa é a melhor forma de perceber na altura certa quando se está saciado.

    Há sopa por todo o lado


    Prepare-se para a sujidade. Faz parte do processo o bebé ficar com sopa dos pés aos cabelos, na roupa e em toda a volta. Limpar é fácil se estiver preparada para isso. Coloque um avental, compre babetes bem grandes e tenha à mão papel de cozinha.


    Coloque o bebé numa posição reclinada, em vez de sentado com as costas direitas - ajuda a que fique mais sopa ou papa dentro da boca.

    Estranha a colher


    No início, vai haver ainda o reflexo de sucção. É normal que o bebé queira mamar na colher. Escolha uma de silicone que não o magoe. Deixe-o mexer nela, habituar-se ao objecto, mordê-la, para não ser uma coisa completamente estranha que está a entrar-lhe pela boca com uma substância igualmente estranha.


    Diluir a papa e dá-la no biberão não é uma boa opção pois não estará a habituar o bebé à colher e à mastigação - está sim a dar-lhe a ideia de que pode comer tudo no biberão, basta virar a cara ou cuspir a papa. A adaptação à colher vai assim tornar-se mais difícil.

    Faz muitas caretas

    Fazer caretas é normal até porque o bebé está a aprender movimentos novos, com a boca e os músculos da face. Nem sempre quer dizer que não gosta do sabor. Mas também é normal que estranhe o sabor e a textura e reaja com caretas. Se perceber que o bebé não gosta de determinado sabor, não deve optar por nunca mais lhe dar essa fruta, legume, carne ou peixe. Deve voltar a experimetar alguns dias depois. Um estudo demonstrou que os bebés precisam de ser expostos vezes a um novo sabor até gostarem realmente dele.





    sexta-feira, 2 de julho de 2010

    ♥ Bebés na praia...

    Se estava habituado a passar dias inteiros na praia, a não ter relógio e a recusar qualquer compromisso de horário, esqueça. As férias com um bebé são outro filme. Ele precisa que a sua rotina seja respeitada e não pode estar na praia entre as 11h00 e as 16h00. Essa é a primeira grande regra.

    Assim sendo, esqueça também as noitadas. Levantar cedo já é normal para quem tem filhos pequenos. Quando se está de férias com um bebé, as primeiras horas do dia são óptimas para passear com ele na praia. Pelas 10h30 ou 11h00 está na hora de voltar para casa. Dar almoço ao meio-dia, dormir a sesta - que é um óptimo hábito de férias para todas as idades - lanchar e pelas 16h30 voltar à praia para um bom fim de tarde. Nem todos os bebés aguentam dois períodos de praia por dia. Assim sendo terá de avaliar se ele fica muito rabugento, cansado, com dificuldade em dormir... Se assim for, é preferível levá-lo apenas à tarde e fazer uma manhã apenas com um passeio pelo jardim ou uma ida ao parque infantil ou uma passagem pela piscina bem cedinho.
    Para que tudo isto funcione, é preciso tomar algumas medidas antecipadamente. Parece um regime militar, mas vai ver que depois compensa. Prepare o saco de praia na véspera à noite. Deixe também a mesa do pequeno-almoço preparada ou, se preferir, tome-o quado chegar à praia. Leve uns iogurtes ou um sumo e no caminho compre um pão ou croissant. Não prolongue o pequeno-almoço indefenidamente, caso contrário chegará à praia à hora a que deve estar a sair de lá.

    Cuidados com o sol

    O protector solar (factor 50) deve ser aplicado antes de sair de casa. Na praia mantenha o bebé com uma t-shirt branca e chapéu com abas. Os óculos de sol também devem fazer parte do material, mas nem todos os bebés se adaptam bem. O chapéu de sol é essencial. Depois de um passeio à beira mar, traga umas conchinhas no balde e sente o bebé à sombra. Muito cuidado com os dias nublados ou com vento. A sensação de frescura engana - o sol está lá e continua a queimar.

    Hidratar

    Na praia, o risco de desidratação é grande, sobretudo em dias de maior calor. Vá oferecendo água ao bebé regularmente.

    Com que idade podem ir à praia?

    Antes dos quatro meses, a praia não tem qualquer vantagem. A partir daí, os pais devem respeitar os horários do bebé e ir avaliando a sua reacção à praia.

    Brincar e chapinhar

    Um balde, uma pá e ums forminhas são suficientes para entreter um bebé por muito tempo. Os que gostam de brincar na areia entretem-se muito tempo quase sem interferências. Encher o balde de água de vez em quando é suficiente para que fiquem felizes a chapinhar. Uma pequena piscina insuflável com alguma água é um sucesso pois além de divertido é refrescante.
    Mas o melhor mesmo é caminhar na areia molhada, sentir as ondas a vir molhar os pés, ouvir o barulho do mar, olhar para as gaivotas e apanhar conchas para brincar depois na areia seca.

    Quando não gostam da areia

    Há crianças que não gostam da areia. E os pais que imaginavam a primeira ida à praia como o início de grandes brincadeiras e horas felizes, vêem-se confrontados com um bebé que trepa por eles acima quando tentam poisá-lo no chão. Alguns estranham a textura e sentem-se inseguros pela falta de solidez no contacto com os pés. Para outros, é mesmo uma questão de repulsa. Há os que choram e há mesmo os que chegam a vomitar.
    Para todos é preciso muita paciência e não forçar. Uma toalha bem grande, com o bebé sentado no meio é a primeira medida higiénica. Experimente calçar-lhe umas meias, assim o contacto é minimizado. Aos poucos, ele vai descobrir que a areia é divertida. Mas pode não ser logo no primeiro Verão.

    Quando têm medo do mar

    Também para o mar, é importante respeitar o bebé e levá-lo à medida da sua vontade e desejo de aventura. Se há aqueles que são um perigo porque não têm medo nenhum, outros não concebem sequer aproximar-se. Vá devagarinho e com paciência. Se forçar estará a agravar o problema. Muitos destes medos têm origem em situações de pânico em que as crianças foram forçadas - pode ter sido no primeiro Verão - a mergulhar ou a pôr os pés na água quando não se sentiam seguras para isso.

    Chichis e... cocós

    Esta é uma óptima altura para os bebés que estão em fase de deixar as fraldas. Deixá-los só com o fato de banho na praia deixa-os sentir quando fazem chichi e assim estão mais atentos aos sinais - sem as desvantagens de ter de andar a limpar atrás deles. Não há qualquer problema de higiene em fazerem chichi na areia. As fraldas de piscina e praia são uma boa opção pois podem funcionar como cuecas. Se já pedem para fazer cocó, um bom truque é encher de areia um saco de plástico, colocá-lo dentro do balde da praia e sentar a criança. Depois é só fechar o saco e deitar no lixo. É que ir a correr à casa de banho mais próxima pode demorar demaisado tempo.



    quinta-feira, 1 de julho de 2010

    ♥ Aprenda a salvar o seu filho...

    O Hospital de Faro oferece um curso de um dia que pretende ensinar os pais com filhos até oito anos a saber como reagir em caso de afogamento. Técnicas de suporte básico de vida que podem quando executadas precocemente contribuir para um melhor desfecho em situações de emergência. Se os pais souberem iniciar manobras de reanimação, enquanto não chega ajuda especializada as consequências do acidente podem ser bastante menos graves. Por isso, vale a pena aprender o que fazer.

    A iniciativa resulta de uma parceria entre aquele hospital e a secção do Sul da Ordem dos Enfermeiros.

    Claro que a prevenção é essencial e a vigilância em casas com piscina tem de ser constante. Muitos dos acidentes em piscinas acontecem em casas de férias. Nos últimos sete anos, segundo números da APSI, estima-se que tenham morrido por afogamento, em Portugal, 150 crianças e adolescentes. O afogamento continua a ser a 2ª causa de morte acidental nas crianças, ultrapassada apenas pelas mortes em acidentes rodoviários.

    O Curso «Aprenda a salvar o seu filho» tem a duração de um dia (das 9h00 às 17h00) e decorrerá aos sábados durante os meses de Julho e Agosto. Para informações e inscrições deverá contactar o secretariado da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros através do mail .


    ♥ Dicas para tornar as viagens de carro com crianças suportáveis e até... animadas!

    Agora que já cheira a férias, oferecemos-lhe algumas dicas para facilitar as viagens com crianças. Os intermináveis «Ainda falta muito?» tornam-se sufocantes. Pior que isso, só quando os irmãos começam a pegar-se no banco de trás. Não desespere. Em vez disso, evite esses cenários, seguindo as nossas dicas.

    Jogos divertidos

    Alguém pensa num animal e diz a primeira letra do seu nome. Os outros têm de adivinhar qual é. Podem fazer perguntas, mas o dono do segredo só pode responder sim ou não. Quem adivinhar tem direito a escolher o animal seguinte.

    A cor dos carros

    Cada um escolhe uma cor. O primeiro a conseguir contar dez carros da sua cor ganha.

    Música, por favor

    Leve CDs divertidos e animados, de preferência música que as crianças conheçam e gostem de cantar. Para os mais crescidos, o MP3 é uma boa solução.

    A ajuda da tecnologia

    Um mini-leitor de DVD e um filme novo podem fazer milagres e absorver a impaciência de boa parte da viagem. Uma consola de jogos protátil também pode dar uma ajuda. Todas as estratégias são válidas para evitar a loucura dentro um carro. (Não se esqueça de verificar se têm a bateria carregada e leve os transformadores).

    Lanches divertidos

    Nas viagens de carro, ajuda a passar o tempo petiscar uns snacks saborosos. Barrinhas de cereais, fruta, triângulos de queijo, bolachas, tirinhas de cenoura crua são boas opções. As paragens podem assim ser aproveitadas apenas para correr, esticar as pernas e ir à casa de banho. Algumas estações de serviço, nas auto-estradas, têm pequenos parques infantis. Se deixar as crianças divertirem-se e mexerem-se dez minutos, em vez de as obrigar a sentarem-se a uma mesa enquanto os pais tomam café, vai ver que o resto da viagem corre melhor.

    Saia da auto-estrada

    Se vai de carro, escolha um local de interesse a meio do percurso, saia da auto-estrada e faça uma pausa maior. Para as crianças, essa pausa pode significar boa disposição durante toda a viagem.

    Um saco «Sport-Billy»

    Leve um saco com os essenciais: toalhitas, água, o peluche preferido, a chupeta.

    No restaurante

    Se vai fazer uma pausa num restaurante, abasteça-se de livrinhos de actividades e um bloco de desenho com um conjunto de lápis ou canetas. Vai ver que o investimento compensa. Peça de imediato a comida das crianças ou uma entrada para que possam petiscar. Ter de esperar horas pela comida é demais para quem tem de ter tanta paciência no carro! Evite que a refeição seja mais uma seca que prolonga a impaciência da viagem.

    Uma sesta para passar o tempo

    Programe a viagem de forma a que saiba que as crianças poderão dormir, pelo menos parte do tempo. Uma almofada pode ajudar a que durmam mais confortáveis. E assim terá de ouvir menos vezes a pergunta sacramental. Mas quando ela surgir, não se impaciente. Não há viagem com crianças sem esse clássico...






    quarta-feira, 30 de junho de 2010

    ♥ Miliária ou borbulhas do calor...

    O que é a miliária?

    A miliária, também conhecida como "borbulhas do calor" ou "borbulhas de Verão", é uma erupção de pequenas borbulhas (e, por vezes, pequeníssimas bolhas) na pele que pode surgir quando o bebé sofre de muito calor. As borbulhas podem ser vermelhas, especialmente nas peles mais claras. Crianças de todas as idades apresentam as borbulhas de Verão, mas é mais comum nos bebés.

    Se o seu bebé apresentar estas borbulhas, os locais onde mais provavelmente as detectará serão as pregas de pele e as partes do corpo em contacto directo com a roupa, incluindo o peito, a barriga, o pescoço, as virilhas e as nádegas. Se usar chapéu, esta erupção pode surgir igualmente no couro cabeludo ou na testa.

    O que causa a miliária?

    O bebé transpira para arrefecer. Se transpirar tanto que os poros ficam obstruídos, ao ponto de não permitirem a saída do suor, então desenvolvem-se estas borbulhas. (Os bebés e as crianças pequenas são particularmente sensíveis, dado que têm poros mais pequenos do que os adultos.)

    O tempo quente e húmido é a época de excelência da miliária, mas esta também pode ocorrer no Inverno, se o bebé usar demasiadas camadas de roupa ou estiver com febre. Por vezes, os bebés desenvolvem miliária depois de ser aplicada uma pomada para a tosse sobre o peito.

    A miliária é grave?

    Não, mas é um sinal de que o bebé está com calor. O sobreaquecimento pode causar problemas graves, como exaustão pelo calor e insolação. Alguns estudos sugerem que, se o bebé tiver demasiado calor durante a noite, isso pode contribuir para o SMSL. (Síndroma de Morte Súbita do Lactente)

    A miliária causa dores ao bebé?

    Não, normalmente não é dolorosa, mas pode causar comichão. Algumas das borbulhas podem ser sensíveis ao toque.

    Como tratar a miliária?

    Comece por refrescar o bebé. Solte ou retire a roupa e coloque-o numa sala arejada ou num local à sombra.

    Pode colocá-lo sobre uma toalha de algodão, que pode ajudar a absorver o suor. Aplique toalhas frescas e húmidas nas áreas afectadas pela erupção. Deixe secar ao ar, em vez de esfregar com uma toalha. E não aplique pomadas nem cremes sobre as borbulhas, já que podem piorar devido à acumulação de humidade.

    Se estiver calor à noite, utilize ar condicionado ou uma ventoinha no quarto do bebé. Direccione a ventoinha para a zona onde está o bebé mas não para ele directamente. Ou então coloque-a suficientemente longe, para que sinta apenas uma ligeira brisa. O bebé deve ficar confortável, não com frio.

    Corte regularmente as unhas do bebé para que não coce as borbulhas se ficar com comichão. Poderá calçar-lhe luvas à noite para que não coce enquanto dorme.

    Como prevenir a miliária?

    Mantenha o bebé confortavelmente fresco, vestindo-o com roupas largas e leves, especialmente quando estiver tempo quente e húmido. Os tecidos naturais, como o algodão, são absorventes e permitem uma transpiração mais eficiente do que os sintéticos. Evite cuecas de plástico e revestimentos de plástico nas fraldas.

    Quando segurar o bebé ao colo, tente não usar tecidos abrasivos, como a lã, que possam irritar a pele do bebé.

    Num dia de extremo calor, mantenha o bebé dentro de casa ou procure locais frescos, com sombra e arejados, para se sentar e brincar ao ar livre. Lembre-se de o hidratar bem e regularmente através da amamentação ou com leite de substituição.

    Verifique regularmente se o bebé está com demasiado calor. Se não tiver a certeza, sinta a pele do bebé. Se estiver húmida e quente, isso significa que está com calor.

    Devo levar o bebé ao médico se apresentar as borbulhas de calor?

    É boa ideia consultar o médico para confirmar se se trata efectivamente de miliária. Deve sem dúvida consultar o médico se as borbulhas não desaparecerem passados alguns dias, se parecerem estar a agravar-se ou se o bebé tiver febre.






    sexta-feira, 25 de junho de 2010

    ♥ Os heróis que ajudam a vender alimentos pouco saudáveis...

    As crianças estão a ser influenciadas de forma negativa, nas suas escolhas alimentares, pelos seus heróis de animação. Personagens como «Dora, a Exploradora», por exemplo, são usadas em pacotes de produtos alimentares e conduzem crianças de idade pré-escolar a consumir refeições ou snacks hiper-calóricos que tiram lugar a alimentos nutricionalmente saudáveis.

    Um estudo realizado na Universidade de Yale analisou as preferências de 40 crianças com idades entre os quatro e os seis anos e concluiu que elas acham mais saborosos os alimentos que têm os seus heróis na embalagem. Todas as crianças provaram diferentes tipos de alimentos, em diferentes embalagens, por duas vezes, em dias diferentes. E preferiram os alimentos que tinham na caixa Dora a Exploradora, Shrek ou Scooby Doo, apesar de serem iguais a outras embalagens onde não os bonecos não estavam presentes.

    Os investigadores defendem que os resultados do estudo devem levar à proibição de associar personagens de séries de animação e filmes a alimentos pouco saudáveis.




    terça-feira, 22 de junho de 2010

    ♥ Andarilhos... Perigosos ou não ?

    Segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), os andarilhos são o artigo para crianças disponível no mercado que mais acidentes provoca. Seja porque caem de escadas ou porque batem com a cabeça ou a face em mesas, prateleiras ou outros móveis.

    Também há acidentes com andarilhos em que as crianças caíram em piscinas e outras que embateram com adultos que transportavam alimentos quentes, tendo sofrido queimaduras.

    Claro que a segurança é razão mais do que suficiente para não comprar e não aceitar andarilhos, bem como para alertar outros pais para os perigos a que o seu uso expõe as crianças.
    Mas há outra razão para afastar este «veículo» do seu bebé. É que ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, o andarilho atrasa a aquisição da marcha. Nenhum bebé começa a andar mais depressa por usar o andarilho. Pelo contrário, este atrasa esta aquisição pois não permite que o bebé se mexa livremente, desenvolvendo o equilíbrio e os músculos das pernas.

    A APSI deixa um conselho aos pais que ainda têm um andarilho lá em casa: deitem-no fora, mas destruam-no primeiro, de forma a que não constitua perigo para mais nenhum bebé.


    terça-feira, 15 de junho de 2010

    ♥ Proteger o bebé do sol...

    Uma queimadura solar resulta da sobreexposição à radiação ultravioleta (UV) do sol. A pele do bebé é muito fina e delicada, estando por isso sujeita a queimaduras solares, mesmo que tome as melhores precauções – e podem bastar dez a quinze minutos de exposição para acontecerem. O bebé pode ficar queimado mesmo num dia enevoado ou fresco já que não é a luz visível nem o calor do sol que causam as queimaduras, mas sim a radiação UV invisível. As queimaduras solares podem ser dolorosas e, além disso, podem provocar problemas mais graves, como desidratação e febre.

    Poderá não dar conta de uma queimadura solar logo que chegue a casa, dado que a vermelhidão e a dor de uma queimadura ligeira de primeiro grau demoram várias horas a aparecer. Uma queimadura solar de segundo grau, mais grave, pode manifestar-se através de pele vermelha, sensível, inchada ou com bolhas, quente ao toque. É muito improvável que um bebé apanhe uma queimadura de terceiro grau – a pior – após uma exposição ao sol.

    Como tratar uma queimadura solar ligeira?

    Se a queimadura solar for ligeira, embeba uma fralda de pano ou uma toalha limpa em água fresca, esprema e aplique suavemente sobre a área queimada durante dez a quinze minutos, algumas vezes por dia (certifique-se de que a criança não fica com frio). A seguir a estes tratamentos, aplique suavemente um creme hidratante à base de água. Além disso, dê muitos líquidos ao bebé – leite materno, leite de substituição ou, no caso de um bebé mais crescido, água – para evitar a desidratação.

    Se se tratar de uma queimadura solar grave e a pele apresentar bolhas (sinal de queimadura de segundo grau), contacte o pediatra e solicite informações específicas. O médico poderá receitar pomadas ou cremes de aplicação tópica, um analgésico infantil sem aspirina, mas nunca faça o esvaziamento das bolhas.

    Como evitar que o meu filho apanhe uma queimadura solar?

    A melhor forma de proteger o bebé é expô-lo o menos possível à luz directa do sol, especialmente entre as 10h da manhã e as 4h da tarde, que é o período de maior intensidade da radiação solar. Por rotina, o bebé deve usar sempre chapéu, calças leves e uma camisola de mangas compridas quando sai à rua a meio do dia. As roupas de malha compacta protegem melhor do que os tecidos de malha larga (para ver a densidade da malha, segure o tecido contra a luz – quanto menos luz atravessar, melhor). Acrescente um par de óculos com protecção anti-UV, caso consiga que o bebé os use. Utilize chapéu de sol, cadeira de passeio com capota (não plástica) ou uma tenda para proteger o bebé quando estiver no exterior.

    Até 1999, a American Academy of Pediatrics (AAP) desaconselhava a utilização de qualquer tipo de creme solar em bebés com menos de 6 meses de idade, dado que a capacidade da pele metabolizar e excretar as substâncias químicas pode ainda não estar completamente desenvolvida. Esta recomendação foi entretanto ligeiramente alterada. Actualmente preconiza-se que pode utilizar um protector solar em bebés com menos de 6 meses de idade se não houver a possibilidade de colocar roupa adequada ou não estiver disponível qualquer zona de sombra, mas deve consultar primeiro o pediatra. Isto significa que o melhor é aplicar o protector solar indicado apenas nas zonas expostas.

    Para os bebés com mais de 6 meses, utilize um filtro solar à prova de água concebido especificamente para crianças. Escolha um filtro solar identificado como de “largo espectro”, o que significa que protege contra os raios ultravioletas B (UVB) e ultravioletas A (UVA). Os filtros solares com óxido de zinco e dióxido de titânio são adequados para utilização em zonas particularmente sensíveis, como o nariz e os lábios.

    A AAP e a American Academy of Dermatology recomendam um factor de protecção (SPF) mínimo de 15, mas muitos especialistas recomendam SPF 30 ou superiores para os bebés e muitas fórmulas de filtros solares para bebés apresentam factores de protecção superiores. Se possível, aplique o filtro solar 30 minutos antes da exposição ao sol e renove a aplicação pelo menos de duas em duas horas, especialmente se o bebé tiver estado a brincar na água ou a transpirar (mesmo que o filtro solar seja à prova de água).

    Quando experimentar um filtro solar novo, teste primeiro nas costas da criança para se certificar de que não faz qualquer reacção. Se surgir uma erupção ou uma vermelhidão no local do teste, substitua por uma fórmula hipoalergénica.


    ♥ Alimentos sólidos devem esperar...

    Prevenir a escalada da obesidade é, definitivamente, uma prioridade. Mais do que o tratamento - difícil e com pouca eficácia - o melhor caminho é mesmo a prevenção. A amamentação é uma das melhores armas nesta batalha. Investigadores dinamarqueses investigaram a hipótese de a amamentação prolongada e o adiamento da diversificação alimentar poder ser uma resposta eficaz e válida na prevenção da obesidade.

    Estudaram os dados de saúde de um grupo de pessoas desde o nascimento até à idade adulta. A duração da amamentação não teve grande influência no Índice de Massa Corporal (IMC) durante a infância, adolescência e idade adulta. No entanto, o risco de ter excesso de peso aos 42 anos de idade diminuiu à medida que a introdução dos sólidos na alimentação do bebé foi mais tardio. A cada mês que a diversificação alimentar foi adiada correspondeu um decréscimo de 10 por cento na probabilidade de ter excesso de peso aos 42 anos.

    Há muitos factores que se conjugam na predisposição para a obesidade e excesso de peso. Conhecê-los e usá-los a favor da saúde dos seus filhos é dever dos pais. Este é mais um a ter em conta: se puder, adie a introdução dos sólidos.

    As conclusões do estudo serão publicadas no números de Março da publicação científica The American Journal of Clinical Nutrition.


    segunda-feira, 14 de junho de 2010

    ♥ Memórias e Sabores...

    As mais precoces sensações de sabor experimentadas pelo seu bebé são determinantes para as suas preferências futuras em termos de produtos alimentares.

    Investigadores destas áreas identificaram três períodos críticos no que diz respeito a esta forma de moldar, durante a primeira infância, os futuros hábitos alimentares.

    O primeiro remonta ainda ao tempo em que o bebé ainda está no útero, mais concretamente, por volta dos dois últimos meses de gestação. Neste primeiro período, é evidente a existência de uma ligação entre as preferências alimentares da mãe em termos de sabores, e as que o bebé irá desenvolver na altura em que estiver a ser desmamado.

    Os primeiros meses da amamentação também são importantes, uma vez que o leite materno contém sabores relacionados com a alimentação da mãe, o que leva a criança a experimentar novos sabores a cada mamada.

    Neste sentido, garante a especialista Julie Mennella, investigadora do Monell Chemical Senses Center de Filadélfia, esta fase é igualmente determinante no processo das preferências alimentares, ainda no domínio da memória-sabor.

    Finalmente, o momento em que a criança é desmamada, também é outro marco significativo no que diz respeito a preferências. Quando crescer, é sabido que o bebé nutrirá especial gosto pelos novos alimentos que agora começa a tomar o gosto. Por isso, os especialistas recomendam que se introduza na alimentação do bebé um produto de cada vez, separadamente e sem misturas, como por exemplo, puré de cenoura ou de bróculos.

    É a forma mais segura de que ele venha a reconhecer, a partir dos sete meses de idade, os sabores e as texturas de cada um deles. Estudos evidenciam que não é boa ideia dar ao bebé alimentos misturados, como papas de carne com legumes, por exemplo.

    Quando se habitua a sabores indiferenciados, mais tarde terá dificuldade em adaptar-se a novos sabores, sentirá aversão pela diversidade e será difícil de contentar.


    domingo, 13 de junho de 2010

    ♥ Iogurte protege os dentes...

    Crianças que consomem regularmente iogurte - pelo menos quatro vezes por semana - correm menos riscos de vir a desenvolver cáries do que aquelas que apenas comem um iogurte ou menos por semana.

    É o que conclui um estudo realizado no Japão, envolvendo 2 mil crianças de três anos. O consumo de quatro iogurtes por semana faz diminuir 22 por cento o risco de cáries. Outros lacticínios, incluindo o leite, não têm o mesmo efeito.

    Aparentemente, na opinião dos investigadores, o iogurte possui certas proteínas que funcionam quase como um selante na superfície dos dentes, protegendo-os do ataque das bactérias. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Dentistry.

    Saber escolher!

    Convém no entanto, escolher iogurtes com baixo teor de açúcar. Quando olhar para a composição do iogurte tenha atenção aos açúcares escondidos: glucose, frutose ou amido hidrolisado são tudo açúcares.


    sexta-feira, 11 de junho de 2010

    ♥ Despertar um bebé sonolento...

    Métodos

    Pode tentar um destes métodos para o despertar:

    # Com o quarto aquecido (±24ºC) dispa o seu bebé, deixando-o apenas com a fralda.

    # Massaje suavemente o bebé, desde os dedos das mãos e pés até ao peito

    # Com um dedo limpo, estimule as suas bochechas, lábios e boca.

    # Chame o seu bebé pelo nome, cante ou fale com ele em voz baixa.

    # Faça com que ele veja a sua cara e olhos.

    # Coloque o bebé, junto do seu peito, em contacto pele-com-pele.

    # Durante a mamada, faça cócegas por baixo do queixo do bebé.

    # Mude a fralda.

    # Passe os seus dedos pelas costas do seu bebé.

    # Tire o bebé da mama e ajude-o a arrotar.


    quarta-feira, 9 de junho de 2010

    ♥ Crescer com duas mães...

    Na semana em que se registou em Portugal o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo, no caso entre duas mulheres, tornam-se conhecidos os resultados que um estudo que avaliou o desenvolvimento de crianças educadas por casais de lésbicas. O estudo foi realizado ao longo de 20 anos e acompanhou o crescimento de 78 crianças, desde o planeamento da gravidez. Os autores, da Universidade da California, Los Angeles, EUA, afirmam que em comparação com jovens da mesma idade, os filhos de casais de lésbicas são equilibrados do ponto de vista psicológico, social e académico. Acrescentam ainda que têm menos problemas de integração e demonstram menos agressividade e comportamentos desviantes do que a média dos indivíduos da mesma idade.

    Os resultados serão publicados no número de Julho da revista científica Pediatrics.

    A justificação para estas diferenças está, segundo os investigadores, no facto de as mães lésbicas serem pessoas geralmente muito comprometidas e envolvidas na educação dos filhos. Adiantam também a hipótese provável de os resultados seriam semelhantes para famílias resultantes da união de dois homens, até porque só gays com uma boa posição económica e muita vontade conseguem adoptar nos EUA.

    Portugal tornou-se o sexto país da Europa a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Teresa Paixão e Helena Pires foram as primeiras a dar o nó. Presentes estavam as filhas, de uniões anteriores, que vivem actualmente com elas. O advogado, Luís Rodrigues, afirmou, na ocasião, qua as duas lutarão agora pela conquista de direitos no que diz respeito à parentalidade e adopção.


    segunda-feira, 7 de junho de 2010

    ♥ Bebés a apoiar a selecção...

    Neste Mundial de Futebol, até os bebés podem vestir a camisola! Para apoiar a selecção, já está disponível uma linha exclusiva de t-shirts para bebés e crianças, com o espírito das quinas bem estampado.

    Sandra Carapinha e Nuno Silva, um casal de jovens publicitários, criaram o projecto «Pequeninos de Portugal», uma original colecção de oito t-shirts com conceitos e linhas gráficas exclusivas.

    «Prognósticos só depois da festa», «Pu-tu-gal» ou «De pequenino se torce por Portugal¿ são algumas das divertidas mensagens estampadas nas t-shirts. As peças apresentam-se numa linguagem apelativa que transporta a linguagem do «futebolês» para o delicioso universo infantil, de onde resultam criações originais, organizadas por temáticas.


    As t-shirts estão disponíveis em tamanhos desde os seis meses até aos 11 anos e podem ser vistas e encomendadas no blog Pequeninos de Portugal .

    Uma fica por 13€, duas por 25€.



     

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